9.4.09

Amiga da onça

9.4.09
Amiga da onça também se torna inesquecível.
Não sei se ela fazia de propósito, mas tinha sido a segunda vez que acontecia. Minha melhor amiga havia ficado com um menino que eu gostava. Nas duas vezes ela já sabia que eu gostava dele. Por isso achava que era de propósito, um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Não é mesmo?
Aquilo me deixava super magoada. Mas hoje quando penso a respeito, percebo que, a atitude dela era um tremendo complexo de inferioridade.
Uma coisa é certa: minha amiga da onça não estava preocupada com os meninos, queria mesmo era se convencer de que era mais sedutora e interessante do que eu (não que eu me importasse com isso). Ou que todas as outras garotas do mundo. Talvez ela nem tivesse consciência disso, ou talvez tivesse.
Sabendo disso, quando percebi essa concorrência desenfreada dela e sem sentido é claro, afinal ela era bonita, resolvi não contar mais nada pra ela. Sem informação dificilmente ela conseguiria planejar o próximo golpe.
Porém a amizade já estava abalada por causa das atitudes dela. Me afastei aos poucos, até que mudei de escola, perdemos o contato. Mas ela se tornou simplemesnte inequecível. A minha amiga da onça.

31.3.09

A rainha dos defeitos

31.3.09

Tem gente que se olha no espelho e fica só imaginando como seria bom ter os olhos azuis, cabelos lisos, a cintura mais fina, o quadril mais largo. Outras ao contrário, sonham com um nariz arrebitado, pernas bem desenhadas, alguns quilinhos a menos...
Ao que parece, basta ser adolescente para estar superdescontente com o fisíco.
Essa encanação aconteceu comigo. Meus hormônios fizeram uma grande confusão dentro de mim, provocando várias mudanças.
Engordei sem parar. Isso sem falar da mestruação. Com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, era natural que eu não me reconhecesse no meu próprio corpo.
As tranformações ocorreram muito rápido comigo, era como se minha cabeça tivesse que correr atrás para dar conta de processar, dar sentido aquelas mudanças todas.
Para piorar foi justamente nessa fase que surgiram as primeiras comparações com a turma - ela é mais bonita, aquela é mais magrinha - e aí, aquilo só fazia eu me sentir inferior, a pior das piores, a rainha dos defeitos.

25.3.09

Totalmente demais

25.3.09



As coisas ficariam mais fáceis se existisse um manual sobre como se tornar incrivel-poderosa-linda, para os garotos.
Mas como até hoje não inventaram um formula tipo " tomou, olhou pra mim, apaixonou", tive que me preparar para mandar embora a frase "ah, mas ele nem olha pra mim".
Nenhum carinha aguenta uma menina que só reclama, fecha a cara. Isso espanta qualquer garoto. Passei ser toda sorriso.
Por mais que estivesse na moda um estilo, eu não precisava sair igualzinha às minhas amigas, sempre soube que os meninos gostavam de gatoras com personalidade. Eu não me produzia para sair como se fosse ao Oscar, mas um gloss e uma roupinha legal faziam milagres.
Lia muito e assistia a programas interessantes (faço isso ainda, claro!), assim eu sempre tinha uma novidade na ponta da língua.
Manter um nível de garota difícil, para mim era importantíssimo, afinal não era só porque as meninas mais pop do colégio eram descoladas que eu deveria ser igual. Sempre cultivei minha meiguice. Fora o charme que na minha opinião vai além da beleza.
Fugia da rotina, eu queria mais era ser feliz, as pessoas felizes tem a pele mais bonita e atraem mais gente pra perto.

18.3.09

Chique e descolada

18.3.09

Era meu aniversário e eu me permiti repetir a sobremesa e ouvir som alto. Essa coisas me deixavam de bem com a vida.
Também era dia de investir em mim "Com aquela graninha que sobrou, talvez comprar uma blusinha, um livro, uma pulseira", decidi pela blusinha. Eu cuido de tudo que amo. Não deixo de preservar o que é importante em minha vida e valorizo o que me faz feliz. Porque as coisas melhores e mais belas do mundo, não podem ser vistas e nem tocadas. Têm que ser sentidas pelo coração.

4.3.09

Quem ri também chora

4.3.09
Quem ri, às vezes também chora! Assim como os brutos também amam.
Um dia eu estava meio borocoxô. Acho que já acordei baixo-astral, e a galera toda ficou me zuando - "E aí, comeu e não gostou?". Geralmente, levava esses comentários numa boa.
Mas, poxa, não era porque eu vivia sorrindo e feliz da vida que, de vez em quando, não podia estar um pouco chateada. Sei lá, vivi um dia meio emburrada, sem achar graça na coisas ao meu redor, às vezes eu acordava assim.
Esse dia me ajudou a perceber uma coisa super legal. Entendi que toda pessoa no mundo não é igual todos os dias, que assim como eu, de vez em quando todos acordam também de mal com a vida sem motivo. É natural isso, e tem que ser respeitado.
Tinha dias que eu não parava de falar, em outros ficava mais quietinha. São altos e baixos que fazem parte da vida de qualquer ser humano.

3.3.09

Acreditando em mim

3.3.09
Fada madrinha, varinha de condão e milagres. Seria tudo de bom se isso fizesse parte da minha vida. Como por exemplo fosse simples como mágica receber um boletim recheado de notas dez. Ou ser descoberta por acaso e parar na capa de alguma revista.
Mas não dava para abusar da sorte, não é mesmo. Tinha que contar com a minha determinação.
Pensamento positivo e força de vontade faz bem.
Partindo desse princípio, fiz um esforço para os meus sonhos virarem realidade. Arrasei nas notas, passei a perder algumas horinhas do meu tempo livre estudando, lendo os livros que os professores indicavam. Com isso garanti o boletim dos meus sonhos e virei uma gatinha com notas dez!
Confiança era tudo para conquistar aquele fofo mais fofo da escola. Resolvi dar um gás na paquera. Passei a andar com o visual em dia, investi em um olhar mais poderoso e procurei ser muuuito mais simpática. Pronto foi só deixar rolar. Mas não rolou.
As vezes sonhava com a vida na passarela. Qual garota não sonha? Tentei arriscar para ver no que dava. Precisei de muita segurança e a timidez teve que ficar de lado.
O primeiro passo foi me inscrever em concursos na minha cidade, para eu sentir se era isso que eu queria.
De qualquer jeito tentei fazer minha parte. Só não valia tentar por tentar, me dediquei mesmo. Talvez isso não desse certo eu pensava. E não deu mesmo. Mas valeu, pelo menos fiquei sabendo que passarela não era a minha.
Para quem sonha alto um conselho, nunca perca a esperança, corra atrás dos seus objetivos e, acima de tudo acredite em si mesma.

27.2.09

O Morumba é nosso

27.2.09
Sou são paulina, herança de família, mas nunca soube o nome de nenhum jogador só conheço o Rogério Ceni e até hoje não sei o que impedimento.
Tive um namorado que também era são paulino, uma vez ele me convidou para assistir a uma clássico, São Paulo X Coríntians. Adorei, afinal seria minha estréia num estádio de futebol, ainda mais no Morumbi a casa do meu time.
Ele me apareceu com a cara toda pintada, um lado branco e o outro vermelho e duas listras pretas de cada lado das bochechas. Achei aquilo ri-dí-cu-lo, mas o que uma garota apaixonada poderia fazer!
Lá no Morumbi, ele esqueceu de mim por completo. Fiquei simplesmente invisível para ele, sorte minha que eu tinha levado uma revista de fofoca. Comentava com ele sobre a atriz que havia trocado de namorado de novo, e ele nem me escutava, não desviava os olhos daquele monte de homens suados correndo atrás da coitada da bola.
O jogo acabou empatado, lembro que ele saiu muito bravo, e eu decidida a nunca mais ir a um programa de índio daquele.
O São Paulo foi pra final naquele campeonato. Ma meu namoro acabou bem antes disso.
 
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